Aprendendo a escalar em São Paulo

A prática da escalada é dividida em duas modalidades: indoor (prática em ginásio) e outdoor (prática ao ar livre, diretamente na rocha). Em ambos os casos, você poderá aprender técnicas de maneira controlada e com auxílio de instrutores que vão orientar o passo a passo nesta modalidade esportiva.

Ao redor da região da cidade de São Paulo temos inúmeras possibilidades de prática na rocha e para diferentes níveis. Para isso requer uma maior previsibilidade e organização de estrutura.

Ginásio Casa de Pedra - Rua Venâncio Aires, 31 - Vila Pompéia

Ginásio Casa de Pedra – Rua Venâncio Aires, 31 – Vila Pompéia

Mas se você pretende iniciar essa atividade de escalada, é aconselhável o início através do sistema indoor, onde o risco é menor pois trata-se de ambiente controlado. Ainda, tem a facilidade de não exigir tanta previsibilidade como para escalda em vias na rocha e o acesso facilitado como de uma academia local.

Abaixo indicamos um vídeo que mostra os princípios da modalidade indoor aqui na cidade de São Paulo. Nosso instrutor de aulas Junior participa com seu depoimento sobre o envolvimento dele na prática da escalada:

Temos parceria com a Casa de Pedra e basta mencionar que se interessou em conhecer o esporte à partir do site Espaço Virya e você pode receber 50% de desconto na diária, que inclui o empréstimo da sapatilha, cadeirinha e instruções de segurança. As opções de horários é grande e vale conferir diretamente no site deles.

Vença seus desafios. Vá escalar.

😉

Fontes: [ Casa de Pedra ][ Vida & Saúde ]

Yoga e Escalada

Yoga e EscaladaGosto muito de comparar a escalada ao Yôga. Uma das características do Yôga Antigo é ter agregado uma filosofia naturalista, o que se assemelha muito com a proposta da escalada em conviver junto a natureza, se identificando com ela quando se está em uma montanha ou até mesmo em uma falésia ou em algum setor de boulder, etc.

Você já se observou  como seu corpo reage antes de começar uma via, um boulder ou uma escalada qualquer? Mesmo parado, apenas pensando e lendo os movimentos da via, seu corpo já começa a responder com uma respiração acelerada, músculos tensos, trêmulos e seu coração começa a bater cada vez mais rápido. As mãos começam a suar e logo você pega no magnésio para secá-las. Mas não adianta, você está envolvido por um grande medo, ansiedade e nervosismo. Mesmo antes de colocar as mãos na primeira agarra seu corpo já sofreu uma descarga de adrenalina.

Yoga - você reconhece a respiração

Yoga – você reconhece a respiração

Isso tudo ocorre por falta de controle emocional, e veja só que interessante, a emoção está ligada diretamente com a respiração.

Dentro da prática do Yôga Antigo, existe uma parte voltada somente para aprender a respirar corretamente, usando toda sua capacidade pulmonar.

A prática do Yôga Antigo, não se limita em apenas respirar, mais aplicar pránáyáma(expansão da bio-energia através do respiratório), técnica que lhe proporcionará umacaptação de energia vital, essa energia denomina-se prána, sua maior fonte é a energia solar que está contido em diversos alimentos como as frutas, por exemplo.

Muitos escaladores acreditam que quanto mais desenvolvem os músculos, menos flexíveis eles ficam e tem receio de se alongar para não perder sua força muscular. De fato, mais entenda que alongamento é outra coisa bem diferente que flexibilidade.

O SwáSthya Yôga ( pronuncia-se suásthya) possui uma divisão de técnicas que desenvolvem a musculatura de forma extremamente harmoniosa, conferindo domínio até de músculos considerados involuntários, o que contribui para uma melhor performance superior a qualquer esporte, dança ou luta. E ainda garante uma proverbial flexibilidade articular e muscular obtidas mediante eliminação de tensões localizadas, a conscientização de grupos musculares e as permanências maiores no ponto culminante de solicitação. (muitos escaladores ao longo do tempo acabam se lesionando nas articulações dos dedos, joelhos, ombros e costas).

Além de auxiliar com o fortalecimento e flexibilidade muscular o Yôga contribui para dominar o equilíbrio corporal. Normalmente, a um escalador que não usa nenhum recurso para compensar os músculos do seu corpo, em longo prazo perceberá um desvio na coluna, ombros tombados para frente, dores nos dedos, a tendência de ficar com a palma da mão sempre um pouco fechada, e por ai vai.

Yoga desenvolve a musculatura de forma extremamente harmoniosa, conferindo domínio até de músculos considerados involuntários

Yoga desenvolve a musculatura de forma extremamente harmoniosa, conferindo domínio até de músculos considerados involuntários

O aprendizado das posturas de Yoga pode ser utilizado para compensar muitos movimentos da escalada e até estimular regiões do corpo que ainda são fracos. (contudo, não se deve praticar Yôga só pensando em seus benefícios, isso o limitara).

Na escalada é preciso ter muita concentração, desde na colocação de proteção de uma via, na sua leitura, na movimentação e a cada milímetro de deslocamento na parede. A interação com a mente, corpo e a escalada é muito importante para realizar seu objetivo.

As vezes quando se está escalando o mundo parece parar, sua mente se esvazia de todos os pensamentos e você tem a atenção somente para a via que está realizando. Chega até parecer que nada mais existe e que você se transformou na própria pedra.

A meditação é a supressão das instabilidades da consciência, ou seja é a parada dos pensamentos. Quando se chega a este estado, a consciência se expande. Namastê. Yoga e escalada - parada Fonte: Claudia Faria – site Escalada Brasil

A riqueza de movimentos disponíveis

 Desenvolvendo nossa conduta motora

Todos nós temos um potencial latente que não é desenvolvido por completo. Acumulado por causa do esgotamento de sistemas mais econômicos e confortáveis. De maneira geral, apoiamos nosso desenvolvimento sobre estruturas mais convenientes, repetindo padrões de movimento. Algo que leva à exaustão.

Riqueza de movimentos - escalada 4

No caminho da ação, podemos nos perder nos enganos. Tudo sem contar com a riqueza de movimentos disponíveis. Nossa conduta motora está dominada por atividades automáticas, que acabam sendo executadas de forma inconsciente. Isso pode ainda, ser reforçado e consolidado pelo tempo.

Sulcos na cabeça do úmero evidenciam desgaste em função dos tendões que cruzam a articulação

Sulcos na cabeça do úmero evidenciam desgaste em função dos tendões que cruzam a articulação

Muitas vezes, um movimento não é deturpado durante sua realização, mas em sua concepção. Por não participar de nosso cotidiano, determinado movimento, simplesmente não é praticado e, portanto, a chance de realizá-lo é nula.

Riqueza de movimentos - escalada 1O desenvolvimento do potencial motor passa, necessariamente, pelo aumento de seu repertório.     

Atividades físicas que exploram a riqueza e a diversidade de movimentos, não são garantias de alteração na maneira como respondemos aos desafios propostos. Tampouco, uma mudança nos padrões adquiridos. Sem a nossa intervenção deliberada, percorreremos sempre o mesmo atalho, ainda que de maneiras diferentes e de acordo com a natureza da atividade física proposta.

Trilhar um caminho realmente diferente e sem obstruções, requer disciplina para abrir uma picada em meio a padrões consolidados e enfrentar percursos mais longos e tortuosos.

Riqueza de movimentos - escalada 2O desenvolvimento motor tem início pela estabilização da cabeça, do tronco e dos membros, seguindo uma direção cervico-caudal. Mas a aprendizagem de movimentos coordenados, segue o caminho inverso: das extremidades do corpo em direção à cabeça.

Desde nosso desenvolvimento embrionário, a posição da cabeça influi no movimento total do corpo. Virar a cabeça para o lado e olhar um objeto leva imediatamente o pescoço, os ombros e o tronco na mesma direção. Quando agarramos o objeto, são os dedos das mãos que irão recrutar cotovelos, ombros e tronco para movimentá-lo. O caminho de ida é diferente do caminho de volta.

O movimento irradiado a partir das extremidades do corpo, onde estruturas delicadas contam com grande mobilidade e precisão, interfere na organização de estruturas mais fortes, responsáveis pela manutenção postural.

Charles Sherrington - Nobel Fisiologia 1932

Charles Sherrington – Nobel Fisiologia 1932

“Dispositivos complexos como as mãos e os pés, reorganizam o movimento global do corpo. Conectam-se as unidades de transição como os ombros, quadris e escápulas, promovendo mudanças profundas na maneira como nos relacionamos com o espaço. A propagação de um movimento voluntário para outro, não é algo causal e segue um padrão específico dos grupos musculares” Charles Sherrington

A inclusão das extremidades do corpo, no aumento do repertório somático, possibilita a aprendizagem de movimentos antes desconhecidos. Só então, com uma atividade física que explore a riqueza de movimentos, poderão ser feitas mudanças de fato.