Praticar Yoga atenua os sintomas da TPM

Yoga diminui efeitos da TPMDurante o período menstrual, índias de tribos amazônicas permanecem afastadas dos afazeres cotidianos, abrigadas em ocas separadas da tribo e de onde saem apenas para tomar banho de rio. O que pode parecer sexismo ou simples discriminação aos nossos olhos, trata-se do respeito à natureza da mulher e entendimento sobre a particularidade do momento para ela e toda a tribo.

Alterações hormonais combinadas a fatores psicológicos, genéticos, nutricionais e comportamentais, resultam em mais de 150 sintomas que se manifestam de formas tão diferentes quanto depressão, amnésia, dores lombares e insônia. Se carregar essa fartura de sintomas todos os meses não é fácil para as mulheres, também não costuma ser para quem convive ao seu redor.

Primeiramente, a prática regular de Yoga atenua os sintomas da TPM ao submeter as respostas do sistema nervoso, que passam por uma verdadeira tempestade durante essa época do mês, a auto-análise. Quem está acostumado a observar o próprio corpo durante a prática de Yoga não sentirá dificuldade em guardar distância frente às mudanças decorrentes das alterações hormonais neste período e terá melhores condições de administrá-las durante os momentos de crise. Esse entendimento vale tanto para ela quanto para quem convive com ela.

Não faz muito tempo ficou provado que a TPM não resulta apenas de alterações hormonais (1998, New England Journal of Medicine), mas a uma resposta incomum a alterações dos níveis hormonais que levam em consideração stress, hipoglicemia, deficiência nos níveis de vitamina B6 e endorphina, dentre outros.

Supta Badakonasana

Supta Badakonasana

Os fatores físicos não devem ser desprezados e algumas posturas de Yoga que enfocam a região pélvica e abdominal como Supta Badakonasana e Sethu-bandha Sarvangasana, por exemplo, aumentam o fluxo sanguíneo na região uterina e regulam o fluxo menstrual sem por em risco a saúde da mulher.

As torções realizam a compressão mecânica das vértebras e seus discos, eliminando as tensões acumuladas nos forames intervertebrais, promovendo maior irrigação das raízes nervosas, o que é benéfico tanto como suprimento de oxigênio e suprimentos energéticos quanto para eliminar os resultantes tóxicos do funcionamento corporal, como ácidos e gás carbônico. Posturas como Marychiasana estimulam o sistema nervoso são ótimas para se iniciar uma série.

Pranaiama - exercícios respiratórios

Pranaiama – exercícios respiratórios

Junto à prática de ásanas, os exercícios respiratórios (pranayamas) são excelentes aliados para atenuar os sintomas da TPM. A respiração consciente dos pranayamas acentuam os estímulos parasintáticos do Sistema Nervoso acalmando e reduzindo o medo e ansiedade.

O maior controle sobre os impulsos e o aprimoramento da capacidade de observação (percepção corporal e auto-análise) decorrentes da prática regular de Yoga, contribuem não apenas para quem carrega os sintomas da TPM, mas também para quem está ao seu lado e que passa a desfrutar de uma maior consciência de suas reações.

 

Fonte: Estúdio Yoga & Pilates

 

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Praticar Yoga é buscar a imobilidade de “citta”

Practice, practice and practice”. Essas palavras, com o inigualável sotaque indiano, saem com algumas variações da boca dos mais influentes professores de Yoga no mundo. Para estes verdadeiros yogues, avessos à pregação e aliados do silêncio, a distância que separa perguntas e respostas não é maior que um tapetinho de Yoga. A filosofia, para estes homens, não é uma teoria que pode ser expressa em palavras, mas algo a ser vivenciado.

Iluminese - 1É através das palavras e da lógica do discurso que interagimos com o mundo. E mesmo quando conversamos com os nossos próprios botões, o fazemos com palavras. A dificuldade em construir a ponte entre a prática de Yoga e sua filosofia reside no fato de termos a teoria como um fim em si mesmo e, em não raras vezes, completamente dissociada da experiência.

Para tentar entender o que a prática de Yoga realizada em alguns dos mais conceituados estúdios dos EUA têm a ver com a filosofia ancestral da Índia, o jornalista Nick Rosen empreende uma jornada em direção à pátria do Yoga. No documentário “Enlighten Up!”, o cético jornalista passa a frequentar as aulas de alguns dos mais renomados professores de Yoga dos EUA em busca de respostas. Sharon Gannon, Dharma Mittra, Rodney Yee e Baron Baptiste, dentre outros, parecem aumentar ainda mais suas dúvidas e sedimentar seu ceticismo. Mas é Norman Allen, que por fim, sugere a Nick que viaje à Índia.

Na Índia, Nick percebe que sua jornada é mais longa do que imaginava. Em resposta às dúvidas que leva na bagagem ouve de Sri Pattabhi Jois, criador do ashtanga yoga um sonoro: “pratique, pratique, pratique, pratique e pratique”. Nick viaja até a cidade de Puna, sul da Índia, para encontrar-se com B.K.S. Iyengar, que o recebe na biblioteca de sua escola. Iyengar diz que mesmo tendo sido ele ensinado por um grande filósofo (Krishnamacharya) aprendeu Yoga em um plano estritamente físico e que a filosofia veio tardiamente em sua vida. Em outras palavras, pratique!


Somos “citta” – estamos em constante movimento. Em movimento não há pontos de referência, mas pontos de vista que mudam ao sabor do vento e nos envolve em um mar de afirmações que trespassam passado, futuro e presente. Esse movimento é sem dúvida a matéria-prima de nossos maiores questionamentos e origem de muito sofrimento.

Palavras ponderadas costumam nascer da boca de gurus, religiosos, escritores e professores, em consolo às experiências mais adversas pelas quais passamos na terra. Mas palavras também dançam ao sabor do vento e podem não ser muito eficazes em satisfazer a nossa errática e instintiva busca por mais conhecimento.

Iluminese - 3Praticar Yoga é buscar a imobilidade de “citta, para que possamos distinguir com mais clareza o imperativo do dispensável, o essencial do supérfluo, o necessário do inútil.

Permanecer no ásana (postura de Yoga) é aprender a acender uma vela em um lugar sem vento, para que possamos usufruir com mais eficiência da luz da chama. Calar a mente para poder desfrutar de maior discernimento.

Se por um lado o ocidente desmistificou o discurso, também recriou o sagrado através da construção de hipóteses em busca de respostas. Construímos um mundo de palavras e o discurso ganhou autonomia. Passamos a prescindir da experiência para avançarmos rumo ao desconhecido. Obrigando-nos a começar de um “novo ponto de vista”.

A estabilidade de “citta” deve ser buscada para almejar clareza. A chama da vela precisa parar de tremular ao vento para podermos enxergar. Então, antes de mais nada “pratique, pratique e pratique”.

Movimentos primários do Yoga

Movimentos primários do Yoga

Fonte: Estudio de Yoga & Pilates