Para ler: O Casamento do Espirito

O Casamento do Espirito - opostosSinopse

Em 1971 na África do Sul, durante jantar com amigos, uma jovem artista sul-africana envolveu-se em uma discussão com seu marido (um médico) e seus convidados sobre os méritos da arte versus ciência. Em um ‘insight’, ela compreendeu que não havia uma diferença intrínseca entre ambas; que tanto arte como ciência provinham da mesma fonte e expressavam a mesma essência. Percebeu também que opiniões tão diversas estavam intrinsecamente ligadas às lutas de polaridadesfeminino-masculino, intuição-lógica, certo-errado – em um país marcado pela segregação racial.

Na manhã seguinte, enquanto pintava em seu estúdio, Leslie Temple-Thurston teve a compreensão clara de que seus insights da noite anterior eram verdadeiros. Encontrou-se em um estado denominado de Unicidade. À medida que documentava suas impressões, a Unidade inata que permeia todas as dualidades que conhecemos neste mundo foi tornando-se cada vez mais clara.

Leslie Temple-Thurston - autora

Leslie Temple-Thurston – autora

Após três semanas, enquanto ainda lutava com esses conceitos, ela descobriu que estava grávida de sua primeira filha e passou a se preocupar com questões mais imediatas. Após sua mudança para Los Angeles, Leslie começou a focar em sua jornada espiritual interna. Lendo os pioneiros da nova psicologia espiritual e trabalhando com dois líderes espirituais, Leslie Temple-Thurston conseguiu inserir sua experiência de Unidade no contexto das antigas tradições de yoga e nas modernas tradições espirituais.

Em Los Angeles, uma das cidades mais complexas e polarizadas do mundo moderno, que Leslie iniciou, segundo a tradição dos yogues indianos e tibetanos, sua “experiência de caverna”. Ela buscava manter a experiência de Unidade como um estado permanente. 

Depois de dois anos de total reclusão e profunda meditação, Leslie experimentou a completa dissolução de sua velha identidade e um profundo despertar espiritual. Em 1988, Leslie Temple-Thurston realizou seu primeiro seminário sobre o conjunto de princípios e técnicas de “processamento” usados durante e anteriormente à sua “experiência de caverna”.

As raízes desses princípios encontram-se em ensinamentos antigos de reconciliação e unificação de opostos, como no símbolo Yang-Ying do taoísmo chinês, na união de Shiva e Shakti do yoga tântrico, no princípio budista do equilíbrio, e até mesmo no Evangelho.

O Casamento do Espírito - capa livroNo entanto, as técnicas de “O Casamento do Espírito”, filtradas através do pensamento psicológico moderno e das experiências de vida da própria autora, renascem em uma forma original, simples e eficaz, destinadas especialmente para os buscadores contemporâneos da espiritualidade. O objetivo é recriar equilíbrio e harmonia na vida diária.

Leslie Temple-Thurston é uma mística contemporânea, que apresenta neste livro, importantes técnicas que nos ajudam a acelerar o caminho do despertar espiritual e a viver a verdadeira expressão de nossa natureza divina. Em um mundo marcado pela polarização, essa obra concede a esperança de um terceiro caminho, o da Unidade na diversidade.

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Para que serve o ócio criativo

Ocio Criativo - capaComo você se sente em seu trabalho? Em sua casa? Com suas atividades? Com você mesmo? Se a resposta não lhe agrada, quais são as possibilidades de modificar isso?

É corrente a ideia que defende o ócio como fundamental à filosofa: “pensar requer ócio”; qual seria o conceito de ócio presente nessa ideia? Desde os primórdios da formação das sociedades complexas, trabalho braçal e trabalho intelectual são divididos, sendo predominante a atribuição do trabalho pesado às classes menos privilegiadas, consideradas, em algumas sociedades, como inferiores. Aos privilegiados, o trabalho intelectual, o ocupar-se com as artes, as ciências, o governo, o lazer.

Na Grécia Antiga, a sociedade era dividida entre cidadãos, não-cidadãos e escravos. Os não-cidadãos e escravos eram considerados inferiores, cabendo-lhes tarefas braçais, tidas como indignas para os cidadãos. Com herança na tradição grega, os romanos denominaram ócio (otium) as ocupações com o trabalho intelectual, em oposição ao negócio (nec-otium, negação do otium), destinado a atender às necessidades de subsistência da sociedade. A dedicação ao ócio era, nessas sociedades, a atividade própria do ser humano, embora poucos tivessem acesso a ela.

Ócio: 1. Descanso do trabalho, folga, repouso; 2. Tempo que se passa desocupado; vagar, quietação, lazer, ociosidade; 3. Falta de trabalho; desocupação, inação, ociosidade; 4. Preguiça, indolência, moleza, mandriice, ociosidade; 5. Trabalho mental ou ocupação suave, agradável” (Verbete do Dicionário Aurélio).

Ocio criativo - tendo ideias Relógio moral

A sociedade capitalista passa a exigir a ampliação dos negócios, nascendo uma classe burguesa mais habituada a trabalhar. O trabalhador vende sua força de trabalho, e institui-se a moral do trabalho produtivo. Isso gera no ser humano uma espécie de “relógio moral”, que mostra ser preciso dedicar-se a um trabalho, que se transforme em mercadoria e traga lucros. O trabalho intelectual, anteriormente valorizado, passa a ser indigno; o ócio, antes necessário, passa a ser motivo de exclusão social.

Atualmente, o trabalho intelectual também é medido por produção: números, quantidade de artigos publicados, quantidade de obras de arte compostas, quantidade de pesquisas desenvolvidas. Ainda há instituições que contratam por horas de trabalho, exigindo e controlando a presença e a atividade de seus “colaboradores”.

Seu dia parece que só terminara quando você conseguir preencher todos os relatórios e planilhas. Quando atender vinte pacientes, quando visitar trinta clientes ou conseguir fechar dez contratos.

Fica a duvida se ainda conseguimos significar ócio como parte das atividades humanas ou o ócio tornou-se, em oposição a todo e qualquer forma de trabalho.

Relógio interno

Internamente algo parece nos cobrar o tempo todo: o que fiz hoje? É preciso uma grande lista para não ser classificado como inútil, preguiçoso, indolente. O que você vai fazer no final de semana? Dormir. Ou então meu final de semana será repleto de tantas e tantas atividades de lazer que iniciarei a semana com alto grau de estresse.

Muitos aposentados passaram a vida trabalhando e sonhando com a aposentadoria. Logo após os primeiros dias de aposentadoria, entraram em depressão, adoeceram. A sensação de inutilidade, de peso social toma conta de algumas dessas pessoas. Outros, apesar de se sentirem bem com o fato de não necessitarem mais trabalhar diariamente, sentiam-se envergonhados por sua “ociosidade”, ainda que estivessem repletos de atividades de lazer. Outros trouxeram como causa de seu sofrimento o fato de serem “obrigados” pela idade a uma aposentadoria compulsória, apesar de amarem seu trabalho e não saberem viver sem ele.

Ha ainda, alguns empresários bem-sucedidos não se sentem bem, porque não “vivem”, não se dedicam às atividades que lhes trazem prazer. Quantos não foram os casos de depressão nas férias; talvez fosse melhor continuar trabalhando…

Ócio e existência

Atualmente a distinção entre ócio e negócio é extremamente difícil, pois muito do que anteriormente era considerado ócio, tornou-se negócio. Qual o significado poderíamos atribuir ao ócio na atualidade?

Em seu texto Política, Aristóteles afirma que a escravidão somente deixaria de existir quando as ferramentas trabalhassem por si mesmas. O desenvolvimento tecnológico busca a construção de máquinas que trabalhem por si mesmas, para que não precisemos nos dedicar ao trabalho braçal.Contudo, apesar de substituirmos muito do trabalho braçal por atividades executadas por máquinas, não nos preparamos para modificar nossa forma de pensar e de viver.

Por que nos submeter a um trabalho torturante? Por que trabalho, conhecimento e diversão não podem constituir uma única e mesma atividade? Não é preciso trabalhar oito horas, dormir oito horas e ter oito horas de ócio. É preciso incluir, no cotidiano, atividades que reúnam o descanso, o lazer, o trabalho e a aprendizagem.

Ocio criativo - como se forma.001

“Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo”

Domenico de Masi, O Ócio Criativo

*Fonte – site Vya Estelar

Evitando enjoos em viagem de avião

Evitando enjoos durante voo - mal estarPara muitos, o enjoo no ar é um problema sério que lhes afeta a cada vez que sobem em um avião. Aqui apresentamos algumas formas que podemos evitar o enjoo de voo, ou seus efeitos.

O enjoo ao voar acontece quando o seu cérebro recebe mensagens misturadas. Já que você parece se mover e balançar em alguns momentos, enquanto que em outras, aparenta estar imóvel.

Antes de embarcar, prepare-se:

Evitando enjoos durante voo - alimentação leve antes de embarcarFaça uma refeição equilibrada antes de entrar no avião – evite comer muito logo antes do voo, assim como não fique de estomago vazio. As duas situações aumentam as chances de ter enjoos.

Tente evitar pensar em ficar enjoado – se acontecer, você pode se convencer que está mal e acelerar.

Tome medicamentos para enjoo antes de embarcar e aterrissar – esses são momentos mais turbulentos do voo. Remédios que evitam enjoos impedem que as mensagens confusas sejam enviadas ao cérebro. Lembre-se que alguns medicamentos requerem prescrição, embora outros estejam disponíveis livremente. Consulte um médico para mais informações.

Braceletes de acupressão – pulseiras que promovem uma leve pressão na altura dos pulsos, que prometem aliviar sessão de enjoo. São vendidos em farmácias, embora as evidências sobre a real eficácia não sejam inteiramente conclusivas.

Permaneça em seu assento pelo maior tempo possível manter-se sentado significa que os súbitos movimentos do avião lhe influenciarão menos. Como resultado, mensagens menos confusas serão enviadas ao cérebro pelo fato de o corpo notar menos movimento.

Evite ler no avião, se isso lhe causa vertigens – muitas pessoas sentem que ler lhes deixam atordoadas. Como resultado, você pode evitar a leitura enquanto voa. Mas, para pessoas que não possuam esse problema, ler realmente acaba com o tédio.

Tente sentar próximo às asas do avião – próximo às asas, o avião é mais estável, por isso há menos vibração sendo enviada para o cérebro. Se houver tremores, o cérebro pode receber sinais confusos pelo fato de a sua visão não mostrar movimento, mas o seu corpo recebe a informação de que está em movimento.

Masque chicletes de menta – isso tirará a sua mente do problema e lhe fará concentrar no sabor e na mastigação. O método de mascar chicletes também funciona em carros e ônibus.

Evitando enjoos durante voo - malsque chiclete